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A mostrar mensagens de setembro, 2011

11 Junho 2010

Faz hoje um ano que ouvi aquelas palavras "Olha Sara.. Ele faleceu esta manhã " . Disseste-me aquilo assim, sem me preparares e sem pudor, de uma forma crua e clara. Sem piedade, levaste um bocado de mim. Ingenuamente, nunca quis acreditar na sua breve morte. Era apenas um pesadelo, " há-de recuperar, não se preocupe, com tratamento e quimioterapia vai ficar bom num instante, vai ver ", dizia eu, sem qualquer razão, com toda a certeza do meu engano. Ando há um ano a aprender como deixar partir as pessoas que amo, mas surge a mesma dúvida de sempre.. Teremos tempo para amar realmente uma pessoa ? Com tanto amor que me transmitias, nem me deixaste ver que este amor não era eterno. Perdoa-me por nunca te ter contado o meu segredo, quanto a ti: amava-te muito e admirava, apaixonadamente, a tua boa disposição. Fazes-nos muita falta e, a prova disso, foi a quantidade de vezes em que o teu nome foi mencionado hoje ( e sempre, como espero que saibas ) . É triste...

Penso muito em ti

Tenho dado por mim a pensar nas brincadeiras que tinhas comigo e que eu evitava. Que estúpida! Que estúpida que eu era em não aceitar os teus abraços por julgar já não ter idade para isso. Lembro-me tão bem da forma como fazias as pessoas rir. Tinhas esse dom, contigo as pessoas estavam sempre felizes. Tocavas guitarra e cantavas e todos te acompanhavam nas tuas cómicas representações. Eras o primeiro a proporcionar esses momentos. Consegui guardar muitos deles em vídeos e meras fotografias de ocasião que nunca achei que valessem tanto a pena vê-los como agora. Nunca me preocupei em procurar-te nas minhas fotos, até saber que só nelas te voltaria a ver. Nunca me tinha apercebido do valor que tinhas para mim e, agora, só eu sei as saudades que tenho tuas, das chamadas que não te fiz por sentir que ias ficar comigo para todo o sempre. Ficarás sim, mas não como da forma que eu achava.. Estúpida ingenuidade . Não escondo as lágrimas que deixo cair pela consciência que mantenho pesada p...

A verdade...

…. é que nunca te pedi nada. Perdeste tempo a contar o tempo que dispendias comigo nas minhas coisas que sempre odiaste. A conclusão que tiro é que decidiste construir uma maneira manhosa e infalível de me atingires na cara com todas as palavras soltas em bocados de papel rasgados para te sentires superior, ou seja o que for, a mim. Cuspias cada palavra com orgulho, como se eu alguma vez te tivesse pedido mais que completares o meu coração, com amor e felicidade. Nunca te pedi para, em troca do meu amor por ti, me comprares com coisas que desprezavas (no entanto, aplaudo à tua boa vontade teatral), quando o que eu só queria era fazer uma coisa que eu gostava, contigo. E tu, escrevendo cada momento destes na tua cabeça, planeavas já uma batalha. Um conselho: não percas tanto tempo com estas coisas… fazem-te mal à s aúde .

Opções

Às vezes penso que és a pessoa certa em todos os aspectos, menos no que importa. Dediquei-te o meu tempo eterno, o qual decidiste matar e enterrar, sem dó nas palavras que lhe dedicaste, no fim. Podes ter tudo o que quiseres se souberes o que é e, no final da nossa linda história, tu sabias tudo, mas nada quiseste. As asas que me deste, agora ardem e eu não consigo voar e, a chave do que, outrora, era o nosso conto de fadas, perdeu-se nas milhares desculpas desnecessárias, crucificadas ao cruel orgulho. Nunca aprendi a ser aquilo que tencionavas que eu fosse; nunca me soube expressar fora das minhas palavras, do meu porto seguro. Por isso... peço-te que te percas naquilo que escrevo. Eu senti que me desejaste, como naquela madrugada na praia ou naquele lindo dia de Junho em que entrei, pela primeira vez, em tua casa. Não digas que não me desejaste. Ensinaste-me uma lição que contraria tudo o que aprendi até hoje: somar duas coisas negativas nem sempre resulta em algo positivo, é ...