Ter-te comigo faz-me acreditar no karma e em todos esses clichés do “What goes around, comes around”. Sentia-me frustrada e com intenções furadas a cada ano que passava. A cada relação fracassada. A cada mentira que eu vivia. A cada ilusão que me hipnotizava e a cada ferida que abria. Os meus olhos conhecem os teus há mais tempo do que a minha alma conhece a tua mas nunca eles sentiram, antes, interesse em aprofundar o que viam, é verdade. Até um certo dia chuvoso de Inverno . Era de noite e estávamos, ambos, na mesma localidade, na mesma rua, no mesmo espaço nocturno, no mesmo grupo de amigos. Os teus olhos, cor de mar, e a tua postura transpareciam um comportamento inofensivo e intimidante, ao mesmo tempo. Por estares num ambiente familiar, estavas de sorriso posto, gargalhadas engraçadas e piadas privadas de rapazes mas quando o nosso olhar trocava-se, eu sentia o teu nervoso miudinho que palpitava nos raios da tua Íris. E eu sentia-me uma míuda com esse mesmo ...
She lives by the sun. She loves by the moon.