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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2012
Conheces a sensação de estar de 10 em 10 minutos a olhar para o telemóvel à espera de uma mensagem que sabes que não vais receber? Pois... Eu conheço.  Não te desejo mal algum, sabes disso melhor que qualquer outra pessoa, mas sei que serias mais feliz comigo. Espero que quando conheças outras pessoas, tenhas flashbacks comigo, que mesmo que estejas intimamente com um outro alguém, eu continue a ser a tua predilecta; que quando passes a mão pelos cabelos de outra rapariga, sintas falta dos meus; que por mais perfumes que sintas, tenhas saudades do cheiro da minha pele; que vejas a tua vida a passar e sintas a minha falta e do que eu te proporcionava. Quero que me encontres, de novo. Quero que percebas que estou aqui, como sempre estive, desde sempre e para sempre. Este tempo todo, fui tua, mesmo quando duvidei eu própria disso. À noite choro baixinho, debaixo dos lençóis para que ninguém se aperceba; para que ninguém me interrompa no meu momento. Sinto um nó sufocant...
Gostava que aceitasses um desafio. Sei que é pedir muito e "quem sou eu para to pedir?". Eu sou a tua cara metade. Parte da tua vida. Ou pelo menos fui. Fui razão para sorrires no seio dos teus problemas; fui o teu apoio no teu mau humor, nas tuas noites mal dormidas, nas tuas crises da idade, nos teus problemas familiares, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença... "até que a morte nos separe" -  pensei eu ofuscada com os meus pensamentos efémeros. Quero que olhes para dentro do teu coração e da tua alma. Sentes-me? Sentes o laço que criámos ao longo dos anos? Não podes negá-lo, eu sei que o que sentes é tão verdadeiro como o que eu sinto e que, quando emites palavras em negação ao que queres de mim e comigo, não és completamente transparente, porque leio nos teus olhos o quanto desejas ser o meu parceiro, o meu namorado,o meu companheiro, o meu marido, o meu amigo mais leal, o meu tudo. E acredita que, por mais que evite calcular os meus passos, não pensei m...
" A esperança é a última a morrer" - Ouvi isto, na minha cabeça, vezes e vezes e vezes (...) que já desisti de as contar. Contava-as para não pensar na dor de a repetir mais umas quantas vezes. Mas, agora que estou sozinha deitada na minha cama de casal, sinto-me um caderno cheio de tópicos, cheio de suposições, ideias para possíveis reconciliações, boas recordações. Alguns desses tópicos estão a negrito e dão que planear. Um deles fala sobre a tua indiferença em relação às coisas que te digo, em relação às lágrimas que não vês mas eu sei que, por me conheceres tão bem, tu sabes que as derramo quando trocamos lembranças nossas. Incomoda-me já não conhecer a tua previsibilidade. Isso não me dá uma força desconhecida para ir "atrás de ti", como tu sempre gostaste, isso dá-me a consciência que o melhor é afastar-me. Não te culpo por teres acabado mais cedo o "Diário da Nossa Paixão" .
Não olhes assim para mim, vá lá. Sabes bem que o que eu quero é que te sentes aqui ao meu lado. Vá... Agora não desvies o olhar, eu sei que sentes isto. "Isto", que é a melhor coisa que senti até hoje. Esta química sem promessas, porque as promessas são feitas para outras coisas, coisas que não são certas, por mais que queiramos que sejam. E "isto" que eu chamo d' "isto" é o calor mais puro que existe, a certeza mais concreta que conheço. Os teus lindos olhos redondos exprimem o que tu negas nas tuas palavras e por mais ira que possas transmitir quando me escreves bilhetes, não transpareces isso. Eu sinto que me queres sentada ao teu colo, eu sei que queres o meu abraço e que te afague o cabelo. Então porque aceitas lidar com a saudade ao manteres o teu orgulho? Sabes a minha fragilidade.. és tu. Não vens porque és teimoso, porque eu sei que é isso que queres. Vá lá.. Olha-me de volta, eu sou quem tu queres ver. E eu quero olhar-te, sentir isto outra v...
"Hoje não faço nada... Se não tiveres, também, nada para fazer hoje, posso convidar-te para não fazermos nada hoje, juntos? " - escrevi tantas vezes esta mensagem para ti e deixei-a essas vezes todas nos rascunhos que o meu telemóvel já está a dar o berro. Calculei que tivesses a agenda cheia e nunca a enviei. Sabes... antes eu era o teu tempo, era a tua vida e hoje já nem sei quem sou, para ti .Lembras-te ? Podes responder-me a isto sem ter que ser eu a perguntar-te ? Já não somos o que fomos, mas quero que sejamos outra vez.
Ainda procuro algo mais extraordinário que isto. Acordo, tomo um banho frio, como os restos do jantar passado, passeio o cão, durmo e acordo e desejo adormecer, outra vez. Que tédio! Já conheço isto de cor. Julgo as rotinas dispensáveis. Existe sempre uma janela onde o sol radia a sua luz, portanto existe um Mundo lá fora. "E que Mundo", suspirava eu desejosa de o ver. Vou descalçar-me e tirar o relógio e sair lá para fora, experimentar correr, que há muito que não o faço. Quero conhecer o que não sei se existe, arriscar falar o que não sei dizer. (...) E quando chego àquela falésia, encontro uma linha longínqua que parecia rasgar o céu do oceano. Deixo que o vento me  traga o cheiro a mar e inclino a minha cabeça e deixo-o passar... Continuo de olhos fechados porque tenho medo de olhar para trás. Tenho medo de ver o que corri até aqui. E quando espreito, sinto a solidão. É tão fria que quando chegam aos meus olhos eles lacrimejam. Quero voltar mas perdi-me e eu deixei-te par...
Não penses que podes pensar isso, de mim. Não penses que podes chegar à minha vida e reclamar algo meu. Eu não te dei um ombro amigo para chorares os teus erros - emprestei-o; Nem te dei a minha mão para te levantares do buraco onde te encontrei - emprestei-a. Nem podes reclamar o meu coração - o meu coração é meu e sou eu que o dou. 

nada

Sinto-me de coração livre, desimpedido e desocupado. Sou alma limpa de mágoas e preocupações que me envolve num nervoso miudinho quando suspiro por ti. Não é amor nem paixão. É sim algo superficial, carnal. Um paradoxo de opostos atraídos, de almas gémeas falsas, de duas peças de puzzles diferentes. Inspiras o meu lado mais frio e arrogante. Transformas qualquer lição de vida minha num buraco negro, desaprendido. Contornas os meus traços mais ínfimos, mais vincados e estudados... num mísero zero. Fazes-me sentir um zero.
Tenho agido como se nada de extraordinário se passasse. Sinto-me... desconhecida. Uma desconhecida num lapso temporal desconhecido. Tenho sido o controverso da minha realidade, para ser sincera. Tentei manter-me sã e racional mas isto tem dado comigo em doida. Ainda bem que ninguém deu conta da minha insanidade, tenho feito um bom papel. Mas sinto necessidade de dizê-lo... tenho saudades do, apesar das memórias vergonhosas, capítulo mais bonito da minha vida. Em cada sorriso que esboço, escondo uma lágrima de mágoa. Ninguém as limpa, porque ninguém as vê, ninguém as conhece e eu tenho-me esforçado tanto para isso... Aplaudo a mim mesma o que tenho conseguido mas questiono a honestidade desta hipocrisia. Sinto tanto que preciso de te dizer isto... o quanto tem sido difícil não falar contigo, não saber dos teus passos, não saber se ainda pensas em mim... É tão difícil ser completamente feliz sem ti. Eu esforço-me mesmo muito para manter-me assim porque as circunstâncias da vida ...