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Às vezes penso que és a pessoa certa em todos os aspectos, menos no que importa.
Dediquei-te o meu tempo eterno, o qual decidiste matar e enterrar, sem dó nas palavras que lhe dedicaste, no fim.
Podes ter tudo o que quiseres se souberes o que é e, no final da nossa linda história, tu sabias tudo, mas nada quiseste.
As asas que me deste, agora ardem e eu não consigo voar e, a chave do que, outrora, era o nosso conto de fadas, perdeu-se nas milhares desculpas desnecessárias, crucificadas ao cruel orgulho.
Nunca aprendi a ser aquilo que tencionavas que eu fosse; nunca me soube expressar fora das minhas palavras, do meu porto seguro.
Por isso... peço-te que te percas naquilo que escrevo. Eu senti que me desejaste, como naquela madrugada na praia ou naquele lindo dia de Junho em que entrei, pela primeira vez, em tua casa. Não digas que não me desejaste.
Ensinaste-me uma lição que contraria tudo o que aprendi até hoje: somar duas coisas negativas nem sempre resulta em algo positivo, é só duas vezes mais chato e complicado de corrigir. E pensei... se somar todos os aspectos negativos... decerto que acabará num cenário horrendo e inimaginável. Mas então... porque achei eu que poderia mudar o sentido da vida ?

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