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Conheces a sensação de estar de 10 em 10 minutos a olhar para o telemóvel à espera de uma mensagem que sabes que não vais receber? Pois... Eu conheço. 

Não te desejo mal algum, sabes disso melhor que qualquer outra pessoa, mas sei que serias mais feliz comigo.

Espero que quando conheças outras pessoas, tenhas flashbacks comigo, que mesmo que estejas intimamente com um outro alguém, eu continue a ser a tua predilecta; que quando passes a mão pelos cabelos de outra rapariga, sintas falta dos meus; que por mais perfumes que sintas, tenhas saudades do cheiro da minha pele; que vejas a tua vida a passar e sintas a minha falta e do que eu te proporcionava. Quero que me encontres, de novo. Quero que percebas que estou aqui, como sempre estive, desde sempre e para sempre. Este tempo todo, fui tua, mesmo quando duvidei eu própria disso.

À noite choro baixinho, debaixo dos lençóis para que ninguém se aperceba; para que ninguém me interrompa no meu momento. Sinto um nó sufocante na garganta. Tenho o estômago a arder. Procuro mensagens nossas antigas e até parece que as leio com outros olhos. 


Acredita... eu pensei demasiado nisto. E até, para o nosso bem - achei eu - fiz um esforço descomunal para esquecer este amor que tende a sobrepor-se ao meu racionalismo. 


Enquanto pensas, repensas, planeias, traças planos racionais... eu decidi ser decidida.


E  é isto que acontece. A vida é o que acontece enquanto estás ocupado a pensar demais. E eu não estarei aqui eternamente.


E agora vou dormir. Tenho o coração gasto, o corpo cansado. E se eu não acordar amanhã, já sabes que eu te amo.

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