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Lembro-me perfeitamente do dia em que te conheci. Os motivos e as circunstâncias que me levaram até ti. Eu, que andava a saborear a liberdade, a conhecer e a desbravar novas experiências de uma maneira que eu sentia que precisava para enganar o meu frágil coração, fui apresentada a ti e à tua vida. 

Destino, "obra do acaso"... Seja de onde for que tu apareceste, ainda bem que assim foi porque, quando dei conta, já estava assim... a navegar nos teus olhos e nesse sorriso tonto que aparece em ti, quando olhas para mim.


Existe algo em ti que me encanta. Que já precocemente me encantava e até desse dia, do dia em que esse algo surgiu, eu lembro-me. "Apaixonei-me por ti, pela pessoa que és" - sim, eu suspirei quando me informaste desse pequeno pormenor tão importante porque eu também me apaixonei por ti... desde o primeiro dia em que trocámos conversas banais e  me corrigiste pela minha má educação e me contrariaste nas minhas teorias de assuntos aleatórios. 


... E por mais que eu mentisse ao meu subconsciente, que a cada dia me gritava mais alto o teu nome, eu flutuava no meu pensamento e encontrava-te sempre lá, vindo de tudo e de nada.


(...)


Agora entendo o que sempre me encantou em ti. 




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