Nunca me importei muito com os risinhos ou com as tentativas de ofensa a um estilo que eu adaptava dia-a-dia. Aliás, sempre me ri disso. Nunca dei grande importância aos olhares às minhas diferenças. Sempre mantive a minha posição como um Ser Humano igual aos outros, simplesmente "diferente". Questionam-me da suposta "extravagância" que eu aplico em mim. Não há resposta, simplesmente.
"Chama-se adolescência, minha cara". Não tentei alcançar popularidade nem elogios, não tentei caminhar sobre os paços de alguém, simplesmente senti-me assim. Foi por essa fase que eu passei. Os mais vividos compreendem. E eu rio-me, agora. Foi uma bela fase da minha vida.
Hoje em dia o mundo parece seguir listas de regras para se afirmar perante "grupos". As pessoas tornam-se viciadas em cumprir com as "modas" da sociedade. Muitas tomam como principal objetivo a popularidade e toca a modificar ao máximo o seu aspecto físico, esquecendo-se do quão rico possa ser o seu interior.
Preocupam-se em ter "conhecimentos" ( as tais pessoas que têm guest list em todas as discotecas possíveis ou porque conhecem alguém dos morangos com açúcar), conhecerem as pessoas que mais elogios atraem e começam a criar em si um espírito invejoso, despreocupado, dono do seu nariz.
Desnecessário.
Sigam as vossas próprias regras. Sejam vocês mesmos . 😊
2007, 2008
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